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Paciente e oportunista

A calma de esperar as boas oportunidades faz o jogador prosperar.
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Saudações,

 

Acredito que todo mundo, em algum momento, passe por uma situação muito curiosa nos micro-limites. Aquela em que estudamos bastante, mas o jogo não flui, pelo contrário, às vezes parece ficar pior, de modo que deixamos de vencer como outrora.

Isso se deve ao fato de que ao aprendermos novas jogadas e estratégias, procuramos, obviamente, aplicá-las. O problema surge quando algumas das jogadas mais avançadas não se mostram muito efetivas nos limites mais baratos.

No momento em que obtemos mais conhecimento, inevitavelmente, e de forma imperceptível para alguns, começamos a soltar mais o jogo, ou seja, passamos a jogar mais loose, pois acreditamos que temos edge sobre os outros jogadores e que poderemos desenvolver melhor as mãos em cada situação.

Isso é o que os chamados materiais/conteúdos intermediários e/ou avançados nos orientam a fazer. No geral, a maioria deles prega que ser LAG é o suprassumo do pôquer, o melhor jeito de jogar e ganhar muito dinheiro. Cheguei a ler um livro, de um autor famoso, em que ele citava outro jogador ainda mais famoso, afirmando que o estilo tight que a princípio parece muito bom, é uma porcaria (usou exatamente essa palavra).

Evidentemente, isso causou um grande impacto em mim. Parecia que tudo o que eu tinha aprendido até então estava errado. Jogar seguro no começo do torneio e construir o stack aos poucos? Bobagem! Segundo o livro, deveria correr mais riscos no começo, para passar a fase intermediária mais confortavelmente, mesmo que isso significasse aumentar a variância.

Como era de se esperar, fui testar os novos aprendizados. Não funcionaram.

Pode ser que lá em cima, nos jogos mais caros, esse estilo seja lucrativo, mas aqui nos micros, onde o field é composto predominantemente por pessoas que não entendem muito do jogo, quanto menos riscos corrermos melhor.

Também testei soltar o braço no cash, que é onde coloco mais volume. Joguei aproximadamente dez mil mãos nesse estilo. Abri o range, joguei muitos naipadinhos, muitos conectados, apliquei muitas 3bets, enfim. Embora tenha conseguido muita ação e puxar alguns potes grandes sem showdown, esse estilo não se mostrou lucrativo, pra mim, nas mesas de NL2, perdi alguns dólares nessa brincadeira.

Parei. Voltei pro tigth e vi a banca voltar a crescer.

Diante disso, concluí o óbvio: fazer o ABC nos limites mais baratos definitivamente é o melhor. Jogar TAG, geralmente por valor, sem inventar muita boniteza, sem dúvidas é mais lucrativo.

Percebam que não estou afirmando que o jogo LAG é ruim, pelo contrário, reconheço seu valor, pois nas raras oportunidades em que tive de ser colocado nas mesas “certas” e pude soltar o braço sem me preocupar muito, consegui fazer muitas fichas. A questão é que nem sempre temos essa oportunidade, por isso jogar TAG nos micro-limites se mostra mais lucrativo.

Portanto, sempre que aprendemos algo novo, devemos avaliar se pode funcionar dentro do limite em que jogamos, pois não adianta muito fazermos jogadas avançadas se os adversários não conseguem entender o que elas representam. Não adianta aplicarmos um nível de pensamento avançado contra jogadores com níveis de pensamentos abaixo do nosso.

Tudo é questão de adaptação. Do nosso conhecimento ao nível do jogo na mesa em que estamos.

Obrigado pela leitura.
Nos vemos nas mesas.
Abraços.

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